B . E . E .S . S . T . I . N . G . I .W . I . S . H .I .C .O .U .L .D .B .E .E .O.N .E

 

“a gente segue em frente, levados por aquele impulso vital que se manifesta em todas as coisas.  Aquele que originou a vida, que criou o passado e criará o futuro. Enquanto nós ficaremos sempre no presente, mentindo para nós mesmos que mudaremos com o mundo.... embora eu receie que continuaremos a ser irreparavelmente nós mesmos, como éramos quando começamos a viver.”

(john Malcovich, num filme que eu não lembro o nome)

 

 

C U R R I C U L U M V I T A E U P D A T E D

nothing but a faded copy of myself, vivo a repetir os mesmos atos, como quem encena um peça milhares de vezes e mal consegue perceber o texto que derrama da boca.

Já recortei e colei este texto um milhão de vezes, e a cada vez ele fica mais distante de mim. às vezes não sei se escrevo o que sou ou o que você quer que eu seja.

eu sou o que as pessoas esperam encontrar quando vêm até aqui.

começava assim...

Muito estabanada,vivo tropeçando em tudo e me batendo nas coisas. vinte e poucos anos, nascida em 12 de fevereiro de 1979,às 21:21 aquariana, prematura, medindo quarenta e oito centímetros, pesando dois quilos e oitocentos gramas.

Hoje já alcanço 1,64 (e meio)
Profissão: Um projeto de fotógrafa que (quase) desistiu de ser estudante de Arquitetura ("meu segredo é que eu sou esforçada") Fujo dos afazeres domésticos e das minhas obrigações acadêmicas com uma naturalidade invejada pelos que acordam cedo pra arrumar a cama. Seguindo a tradição deixada no meu DNA pela minha mãe, sou professora. gosto disso: ensinar - no matter what. às vezes me canso, uma sensação horrível de não sair do lugar. Me canso de ouvir a minha voz repetir as mesmas coisas. Mas gosto dos alunos, de ter alunos. A melhor (e a pior) coisa do meu trabalho é estar convivendo com pessoas diferentes de mim.

Dinheiro (para que serve?): vida, viagens, cursos de fotografia, a única de todas as coisas que eu tentei aprender a fazer que ainda faço uma vez a cada ciclo (meus ciclos são bastante curtos)

Amor: uma cínica insensível (coração de pedra, cuidado, não se aproxime) que chora em cinemas, abraça almofadas, beija o  GUS (amor é melhor companhia pra passar o resto da vida) quando vê alguém se beijando em filmes pensa olhando pro teto e fala com o chuveiro (pra quem já falou com gatos e um porquinho de borracha isso até pode se chamar progresso).

 

I came to learn that sometimes loving as much as you can is not all it takes.

Clarice Lispector já dizia "Gosto dos animais porque eles não se importam que nós os amemos demais".

Casa: curitiba - paraná - brasil. Minha casa é qualquer lugar que me proteja do frio e da chuva e me mantenha livre de pessoas indesejáveis. Não tenho uma cidade-casa por que nunca morei tempo demais em lugar nenhum. Nào ter raízes não foi uma opção. Já morei com pai, com mãe, com pai e mãe, com gatos, sozinha, com irmão, e tenho saudades de todas as minhas velhas casas. Agora moro junto pra sempre. Casar é bom, no masks, a lot of trust e carinho for free. Morar sozinha foi necessário. Precisava ver de perto o meu lado mais feio.  Decidir com qual das minhas manias eu estava disposta a sobreviver.  Sinto muita falta dos meus gatos, e às vezes me sinto sufocar num rio de pessoas que me cercam por todos os lados as I just go with the flow.  Levei um ano para reorganizar meus livros na estante. Meu CD’s se perderam para sempre no mundo dos nossos CD’s.  eu fiquei com as toalhas maiores e mais felpudas e o lado direito da cama.  Temos uma máquina de café e um lavadora para sei quilos. Temos xícaras novas and matching saucers. Temos paredes de todas as cores e novos relógiso para a parede

 

e me alimento basicamente de café, maçãs, iogurte e sanduíche de queijo (pizza e cerveja quando há companhia). vinho fondue chocolate quente e doce de banana quando a companhia é pouca e das boas

[não moro mais sozinha, casei e ele não deixa eu pintar a parede do quarto de vermelho]

Grande Obra Literária: a primeira palavra que escrevi foi meu próprio nome, com giz de cera azul, copiado de uma lancheira vermelha (egocentrismo precoce) depois vieram as redações do colégio. Minhas crônicas, poemas e egotrips estão publicadas neste site, e-zines e revistas eletrônicas - ou seja, em lugar nenhum.

aprendi a ler aos dois anos com gibis e revistas CLAUDIA, aos três já era fã do Chico Bento e do Cebolinha. Entre os livros que escondo em baixo da cama já estiveram poetas achados e perdidos em sebos, Hilda Hilst, Elisabeth Bishop, Drummond, Samuel Becket, Cortázar, Clarice Lispector, Umberto Eco e Silvia Plath.

Habilidades Manuais: Faço flores com latinhas de alumínio e barquinhos de papel de todos os tamanhos. Recentemente aprendi a mudar a cor das paredes. Costumo destruir coisas, quebrar copos, manchar roupas e perder as chaves.

clique aqui para ler textos sobre a minha InFânCia:eu fazia o gênero cdf que quer ser popular. eu queria amigos, tive poucos. incompetência social innata, foi ficando melhor com o tempo.

Família: pequena e espalhada.

Medo: de abelha e filme de terror...medo de ver extrato no banco. medo de ser atropelada por um ônibus vermelho biarticulado.

Eu não durmo com a luz acesa

Raiva: do assaltante que levou minha carteira

formação escolar: não gostava de fazer tarefa, nunca estudei pra uma prova e ainda assim tirava nota boa. Detestava geografia (ainda não sei quantos estados e territórios tem o Brasil) e ia muito mal em educação física, dizem que é genético. Então, quando não era possível fugir das aulas, eu inventava dor de cabeça, chorava, ou apelava para as minhas olheiras pra poder passar a aula toda sentada no banco.

eu gostava da aula de educação artística.

Línguas: português e inglês, e quem odiar os estados unidos (toca o dedo aqui) que vá reclamar com a minha mãe. não consigo pensar em uma língua só, é horrível isso, tem horas que trava tudo. já estudei francês...mas só consigo dizer "abajour, bom jour, je voudrais un café..." estudava italiano às sextas-feiras, mas como quase tudo, isso eu também não terminei.

MAS A FACULDADE EU VOU TERMINAR

mental skills: Q.I. 160 (disseram e eu acreditei, acredito em tudo que se põe a meu favor) faço cálculos complicados de cabeça e memorizo com facilidade todo tipo de números, estatísticas e informações sobre cultura inútil em geral.

(minha tia já comprou a revista do show do milhão pra mim)

formação religiosa: Não fiz nem a primeira comunhão. não freqüento igrejas, mas estudei em colégios de freira até ser "convidada a me retirar" de um deles na sétima série por insistir em usar um par de brincos, tinha muita dificuldade em acreditar em deus(es) e no que me diziam sobre as origens do homem e/ou do universo,

resolvi acreditar em mais de um, só pra não desperdiçar.

acredito também em todo tipo de manifestação folclórica tipo o Homem do Saco, Boi Tatá, Boto Cor-de-Rosa, Coelhinho da Páscoa, Curupira, Papai Noel, Fadas, Gnomos e afins.

Psicologia familiar: Fui educada na base do "engula esse choro" (EM COMPENSAÇÃO AGORA EU CHORO ATÉ ASSISTINDO NOVELA DAS SEIS). minha mãe me fazia ficar horas olhando pra um prato de qualquer coisa ruim só porque eu tinha que comer de tudo. abacate e Canjica eram algumas dessas coisas usadas como instrumento de tortura.
hoje estou parcialmente recuperada: consegui me viciar em cafeína, como alface, tomate, cenoura, beringela...
ainda não consigo comer abacate
nem rabanete.. e agrião... e canjica.

brinquedos: Nunca consegui acertar aquele cubo mágico que todo mundo tinha e sempre tinha que desmontar pra arrumar. Tinha uma bicicleta Ceci azul metálico e dois pares de tênis Bublegummers. minhas duas barbies sofriam de calvice.

Performances: Dancei em público pela primeira vez aos seis anos de idade numa apresentação de balé no Teatro-cine Marrocos de Lages, fazia o papel da mamãe empurrando um carrinho com um bebê (primeira oportunidade de mostrar ao mundo a minha boneca nenem) Mas lá pelas tantas, a boneca careca caiu pra fora do carrinho no meio do palco, eu saí correndo pra buscar (mãe zelosa), as outras bailarinas tropeçaram, enfim toda a coreografia e uma carreira promissora foram pro saco.

fiz nova tentativa dançando música lenta numa festinha americana da quarta série ao som de "Baby can I Hold you Tonight" (Tracy Chapman).

Aos doze eu voltei a estudar balé, aos dezesseis descobri que não era a ana botafogo e fui estudar fotografia..

Na pia, quase tudo são xícaras: café, chá... qualquer coisa que me aqueça.

Colheres e xícaras: Two of those things we’d call essential

O que eu mais quero ganhar no natal (além de cds e livros) parte I: uma casa, filhos, um computador novo, a obra completa da Mafalda, uma varinha mágica para manter a casa limpa, um carro (Jeep), um estúdio, muitas lentes e um laboratório bem escuro para poder só ficar lá, revelando minhas fotos, respirando Dektol 76 e fazendo bolinhas de photo-flo.

Fora isso queria saber jogar bola, vôlei, basquete, peteca, pingue-pongue... aprender a dirigir (estou aprendendo, estou aprendendo) conseguir tocar a ponta dos pés com o queixo, ir pra uma dessas praias que tem mar azul igual a da propaganda do prestígio, fazer aula de canto,curso de mergulho, mais amigos por perto, uma entrevista com hilda hilst, pensar menos, viajar mais, comer o suficiente.

recentemente tenho tentado manter a boca e os dedos fechados, a economia de palavras é um dom que eu tenho exercitado (ainda que muitas vezes sem sucesso)

Ruim: Refazer os documentos que roubaram, Quiabo, agrião, dormir pouco, qualquer coisa sabor cereja, não ter dinheiro, politicamnte correto, limpar o banheiro, ir ao supermercado faltando cinco para a meia noite porque não tem mais nada pra comer, acabou o papel higiênico, explicar entrelinhas, filmes de ação japoneses, computador que trava, motorista que não dá sinal pra dobrar a esquina, gente besta, dias de muito frio, dormir de meias.

BOMMMM: sol, chá de frutas vermelhas, família, ver filmes abraçada com quem eu gosto, rede pendurada na sala, dormir, tomar café em xícaras grandes, animais com personalidade forte, colo, achar dinheiro esquecido nos bolsos, não ter que sair de casa quando está chovendo, fitas velhas gravadas por amigos, CD novo gravado por amigos, e-mail de namorado que foi viajar, poemas da Hilda Hilst, filmes do Woody Allen, sorvete de avelã da lancaster, Alpino, Yakult, sushi, vinho, various cd’s, cantar as músicas da Beth Orton, dormir abraçada, crianças com menos de sete anos, viajar de carro como rádio ligado ouvindo música velha e cantando bem alto, raspberry cheesecake, olhar p/ o teto ouvindo The Mammas and The Papas, beijo e quindim.

NiCoLe . VeSte:

Roupas largas, coloridas em combinções esdrúxulas, casacos velhos no inverno, melissas coloridas no verão. gosta de Gliter nos olhos, mas quase nunca usa, já que também quase nunca sai. pra trabalhar: rímel e lápis preto. não usa batom porque tem gosto ruim...mas usa Gloss

Perfume: natura mamãe e bebê + sabonete biocrema + shampoo de pitanga da natura.

Joias: Brinco anti alérgico de aço cirúrgico.

Onde:em salas vazias de cinema no fim da tarde em dias de quase chuva, em cafés, no meio da rua em alguma posição nada confortável tentanto fotografar alguma coisa, em casa dormindo com a TV ligada ou então tomando cerveja em algum lugar barato com meus melhores amigos

tenho vários espécimes de amigos... mesmo que isso não resulte num great amount, no que se refere a números... Tenho poucos amigos que sobraram da faculdade, talvez nem cheguem a tomar todos os dedos de uma mão. Amigos por conta de interesses fotográficos comuns. amigos que moram muito longe, que casaram, que se mudaram, amigos pra deitar no colo, pra chorar, pra comer pizza e pra comer sushi. amigos de infância, assim, infância meeeeeeesmo...acho que acho que não tenho nenhum. Difícil ter amigas mulheres, deus sabe que é. amigo é bom p/ ir ao cinema, p/ falar nada, p/ comprar roupa, p/ ligar de madrugada, p/ viajar de ônibus, p/ tirar foto, amigo pra ir na formatura e chorar, amigo pra dormir na casa do amigo, amigo pra contar segredo, amigo pra cantar parabéns pra você, amigo pra te levar sair quando você jura que quer ficar em casa se afogando no chuveiro elétrico.................virtual friends, yes, I've got some of those too... words blinking on a screen, and somehow
I need that.

[InDeX]